sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Teatro e Psicanálise na Programação do Festivale



A psicóloga, escritora e coordenadora do Grupo Avalie & Realize, esteve no mês de setembro em São José dos Campos para realizar a palestra "Teatro e Psicanálise", como parte da Programação do 25º Festivale - Festival de Teatro do Vale do Paraíba, organizado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo. O evento aconteceu no Espaço Mário Covas e teve a presença tanto de psicólogos quanto de atores, diretores e demais profissionais envolvidos na arte teatral. Elaine apresentou seu livro e a Platéia participou ativamente, o que propiciou uma rica troca de experiências.


<Na foto ao lado, Elaine recebe do Diretor de Teatro e Coordenador do Festivale, Cláudio Mendel, a bandana do Festivale.







terça-feira, 24 de agosto de 2010

Lançamento de livro é um sucesso





O livro Teatro e Psicanálise, de Elaine Christovam de Azevedo, tem tido uma grande repercussão e gerado interesse tanto de psicólogos e psicanalistas quanto de estudantes universitários e artistas.


O Livro foi lançado oficialmente no dia 12/08 na Livraria Saraiva do Botafogo Praia Shopping (foto acima) e antes disso, houve um pré lançamento na Mostra de Práticas em Psicologia do Rio de Janeiro.


Para quem se interessar, a obra está a venda em toda rede Saraiva e Sisciliano e também pela internet através dos sites destas livrarias e do site da Editora: www.biblioteca24x7.com.br



Na foto, a autora autografa o livro Teatro e Psicanálise durante a IV Mostra Regional de de Práticas em Psicologia
ocorrida no Rio de Janeiro






segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Lançamento do Livro Teatro e Psicanálise

Imperdível:

No próximo dia 12 de agosto, a psicóloga Elaine Christovam de Azevedo estará lançando seu livro Teatro e Psicanálise no Rio de Janeiro. O evento ocorrerá na Livraria Saraiva, do Botafogo Praia Shopping, a partir das 19hs.

No dia 21 de agosto,será a vez do público paulista conhecer a obra, que será lançada durante a 21ªBienal Internacional do Livro de São Paulo. A autora estará no Stand da Editora Bibliotece 24x7 autografando os livros.

Já no dia 25 de agosto, Elaine fará uma Palestra sobre as Intersecções possíveis entre o Teatro e a Psicanálise na Universidade Estácio de Sá da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. O evento faz parte da semana de comemorações pelo Dia do Psicólogo, que é comemorado em 27 de agosto.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

TEATRO E PSICANÁLISE


Para quem se interessa pelo tema temos uma ótima dica:
A psicóloga Elaine Christovam de Azevedo está lançando o livro "Teatro e Psicanálise", que traça um interessante paralelo entre estas duas artes, apontando semelhanças, diferenças e contribuições reciprocas.
Elaine aborda de forma lirica a técnica psicanalitica e nos convida a um interessante passeio pelo fantástico mundo da arte, mostrando todo o tempo a forte relação entre ambas.
Uma leitura recomendada para psicanalistas, estudantes de psicologia, artistas e todos aqueles que se interessam tanto por arte quanto pelo ser humano.
O livro pode ser adquirido no site da editora www.biblioteca24x7.com.br e em breve também estará disponível em livrarias do Rio.
O Grupo Avalie & Realize recomenda!

domingo, 30 de maio de 2010

Afinal, o que Assédio Moral no trabalho?

O Assédio Moral está presente no cenário mundial. Afeta os homens e mulheres em cargos executivos e operacionais, iniciativa privada e setor público.

Envolve atitudes e comportamentos visíveis e invisíveis praticados por diretores, gestores ou colegas de trabalho que resultam na destruição do trabalhador na medida em que provocam intenso sofrimento, adoecimento perda do emprego e até mesmo suicídio.

É uma guerra de forças (psicológicas) no ambiente de trabalho que agrega dois fenômenos principais: o abuso de poder e a manipulação perversa.

Nasce como algo inofensivo podendo se propagar assustadoramente.

Sua prática é desumana, fria, isenta de emoções e edificado nas bases capitalistas e individualistas de uma sociedade sem ética e compromisso social.

É a exposição dos trabalhadores (homens e/ou mulheres) a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias em que predominam relações desumanas e totalmente sem ética.

A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador de modo direto comprometendo sua identidade, dignidade, relações afetivas e sociais. Ocasiona graves danos á saúde física e mental constituindo assim um risco invisível, porém, concreto nas relações de trabalho.

Nem sempre a prática do assédio moral é de fácil comprovação. Na maioria das vezes ocorre de forma velada, dissimulada, visado minar a auto-estima da vítima tornado-a um alvo cada vez mais frágil. Podendo camuflar-se numa “brincadeira” sobre o jeito de ser da vítima ou uma característica pessoal ou familiar, ou, ainda, sob a forma de insinuações humilhantes acerca de situações compreendidas por todos menos por ela.

Cabe ressaltar que o assédio moral caracteriza-se especialmente pela freqüência e intencionalidade da conduta. Não pode ser confundido com desavenças isoladas ou esporádicas.

Um chefe de personalidade exigente e meticulosa que exige a excelência do trabalho ou um determinado comportamento profissional não pode ser visto como agressor. Por vezes esta conduta é exigida e está prevista dentro das competências, habilidades e atitudes para o exercício da liderança.

O modelo de gestão, a missão e a visão da organização, aliados à cultura e clima organizacional imprimem, de certa forma, relações produtoras do sofrimento assim como a permissão ou não do seu enfrentamento.

Constatado o Assédio Moral, é necessário desmistificar o assunto e romper as barreiras do preconceito e do medo. Buscar o apoio junto a familiares e amigos, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para a recuperação da auto-estima, da dignidade, da identidade e da cidadania. Reunir provas para sua comprovação: anotações detalhadas das humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor) e testemunhas (colegas de trabalho). Em posse deste material, a vítima deve recorrer ao Departamento de Recursos Humanos, à CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e ao sindicato representante de sua categoria profissional. Não obtendo êxito ou percebendo que não há intenção da empresa para enfrentar e solucionar a questão deve denunciar ao Ministério Público e à Justiça do Trabalho para adoção das providências cabíveis.

Cristiane Pereira Santos Lima,
Psicóloga - CRP05/30088
Pós Graduada em Gestão de Pessoas

domingo, 2 de maio de 2010

É tempo de Valorizar o Trabalhador!

Em tempos de globalização é preciso pensar no que é mais importante numa organização: as pessoas. São elas que constituem o diferencial agregando valores e conhecimentos. É das pessoas que se deve cuidar.

As empresas que conseguirem captar, reter e desenvolver o que os seus funcionários têm de melhor serão as empresas de sucesso. É preciso investir no potencial humano para fazer a diferença. Quando as empresas investem em pessoas, passam a contar com equipes de trabalho mais motivadas, comprometidas e criativas. Atrás de qualquer produto ou serviço, existe uma pessoa. É cruel distinguir entre a importância do “ser profissional” e do “ser humano”.

A realidade de um ambiente onde o estresse, a falta de reconhecimento, a sonegação de informações, ameaças, líderes tirânicos e perversos, estabelecimento de metas impossíveis, clima de terror, perseguições, provocações e boatos pessoais imperam freqüentemente é destruidora.

O Assédio Moral causa danos concretos e gera prejuízos para as organizações tendo em vista que afeta não apenas a capacidade laboral da (s) vítima (s), mas também de seus colegas de trabalho. Funcionários humilhados e desmotivados perdem o prazer pelo trabalho, adoecem fisicamente e psicologicamente. Perde-se a produtividade, a qualidade do serviço, afastamento por licenças médicas, aumento do absenteísmo e desligamentos consistem em frutos da violência moral no ambiente organizacional.

Dar um basta à humilhação no trabalho envolve informação, organização e principalmente mobilização das pessoas. Ninguém deve se submeter ao Assédio Moral. Apesar de árduo, o melhor caminho é a denúncia. O combate eficaz envolve uma equipe multidisciplinar: sindicatos, advogados, médicos, psicólogos, sociólogos e antropólogos.

Estabelecer o pacto da tolerância e do silêncio é ratificar a política da coação moral e assinar a sentença da própria destruição. Manter-se calado é contribuir para um sistema coercitivo e manipulador.

É possível acabar com a política do medo que reina em algumas empresas através da conscientização dos direitos do trabalhador e ações voltadas para qualidade de vida.

O departamento de Gestão de Pessoas deve ter como premissa a conscientização dos funcionários de todos os níveis hierárquicos da empresa sobre a existência do Assédio Moral, sobre os danos à saúde do trabalhador e da organização e formas de prevenção.

Cabe ao profissional de Recursos Humanos, portanto, “cuidar” do bem mais precioso de qualquer empresa: o ser humano.

E a cada um de nós zelar pelo bem-estar lutando sempre, em toda e qualquer situação, por condições dignas de trabalho e de cidadania.

Parabéns à todos pelo dia do trabalhador!

Cristiane Pereira Santos Lima
Psicóloga - CRP05/30088
Graduada pela Universidade Gama Filho
Pós Graduada em Gestão de Pessoas pela Universidade Cândido Mendes

domingo, 28 de fevereiro de 2010

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Estamos iniciando o mês de março,quando se comemora o Dia Internacional da Mulher.Por isto, achamos interessante compartilhar com todos o texto abaixo, uma visão masculina sobre o universo feminino. Um grande abraço a todas as mulheres!

Oito de Março: Dia Internacional da Mulher

Ao contrário de algumas teses predominantes até bem pouco tempo, a maioria das sociedades de hoje já começam a reconhecer a não existência de distinção alguma entre homens e mulheres. Não há diferença de caráter intelectual ou de qualquer outro tipo que permita considerar aqueles superiores a estas, muito pelo contrário já sabemos que são fortes, determinadas e extremamente assertivas em todos os segmentos sociais e profissionais e o principal pilar familiar.
Com o passar do tempo vemos a participação ativa das mulheres em inúmeras atividades, estão vencendo obstáculos, preconceitos e ocupando mais espaços.
Cabe ressaltar que essa participação deve ser analisada apenas pelo prisma qualitativo. Convém observar o progressivo crescimento da participação feminina em detrimento aos muitos anos em que não tinham espaço na sociedade machista mundial.
Muitos preconceitos e paradigmas foram deixados para traz, mas muitos ainda perduram e emperram essa revolução de costumes. A igualdade de oportunidades ainda não se efetivou por completo, sobretudo no mercado de trabalho, sabemos que já caminharam muito e que ainda têm muito a caminhar. Hoje, este crescimento a cada dia é mais rápido, sem distinções de sexo, pois nossa própria constituição em seu Art.5º, I cita que “todos os homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”. Por isso é necessário que respeitemos muito mais que seus direitos, mas suas opiniões e a si próprias.
Isto posto, parabéns mulheres, sejam intelectuais, guerreiras, belas, charmosas, líderes, etc. seja você mulher.

Luiz Cláudio Gaioti Ximenes
Graudado em Administração de empresas
Pós-Graduado em Marketing
MBA em Gestão de Negócios

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mães antes do tempo: As contradições quanto ao papel da mulher nas sociedades contemporâneas

O texto que se segue é um resumo da minha Dissertação de Mestrado apresentada no Instituto de Psicologia da UFRJ em julho de 2003.
Como objetivo principal procurei analisar os significados que adolescentes de classe média atribuíam à própria maternidade. Assim, a ‘CONSTRUÇÃO DA MATERNIDADE’ nos remete também à construção da família brasileira contemporânea, à construção do papel da mulher como: complemento do homem, ‘rainha do lar’, sexo frágil, mãe devota e profissional competente.
Considerando a maternidade como construção discursiva elaborada ao longo de uma constante reestruturação simbólica da família e do feminino, objetivamos compreender como mães adolescentes de classe média atribuíam significados a sua experiência da maternidade. Realizamos entrevistas semi-estruturadas com cinco jovens mães, residentes no município do Rio de Janeiro e os textos resultantes da transcrição das entrevistas foram submetidos a uma análise de discursos. A análise apontou para o fato de que a maternidade para essas jovens assume significados contraditórios. De um lado, a maternidade exige a renúncia de si em função dos filhos, mas, de outro, ela não impede a realização pessoal e profissional da mãe. Os papéis do pai e da mãe também são vistos de forma contraditória, uma vez que, apesar da defesa da igualdade de tarefas entre homens e mulheres no tocante à criação dos filhos, o papel da mãe é supervalorizado em detrimento do papel do pai. A relação entre maternidade e adolescência também não se faz sem conflitos: a maternidade exigiria que a jovem deixasse de agir como adolescente e passasse a agir como ‘mãe’, isto é, como uma mulher madura. De maneira geral, podemos dizer que nossos resultados apontam para algumas mudanças, pelo menos discursivas, na maneira como nossas entrevistadas concebem a maternidade. Entretanto, também pudemos observar a forte presença de valores tradicionais em suas falas. Isso pode indicar que a subjetividade dessas jovens se estrutura em meio a uma série de ambigüidades em relação ao papel da mulher nas sociedades contemporâneas.

Nossa pesquisa se baseou nos seguintes pressupostos da metodologia qualitativa da Análise de Discursos:

*a linguagem é uma via de acesso aos aspectos culturais nos quais o locutor se insere
*a análise da linguagem não pode estar desvinculada da sociedade que a produz
*o sujeito é ativo na elaboração de sua fala
*o sujeito é produzido pelas relações sociais e contribui para mantê-las ou transformá-las

Pesquisa de Campo
FASE 1

Foram aplicados questionários a alunas da turma do 1° período de Psicologia do IP/UFRJ, a fim de auxiliar na elaboração do roteiro das entrevistas.

Resultados da FASE 1 (Questionário)
A maioria afirmou ser contra o aborto.
A maioria deseja ser mãe pelas seguintes razões:
* A maternidade faz parte da “natureza feminina”
* A maternidade é necessária para a perpetuação da espécie
* A maternidade faz com que se tenha alguém para compartilhar a vida

Pré-condições para a maternidade:
1. Estabilidade financeira decorrente do próprio trabalho
2. Maturidade emocional
3. Relação afetiva estável

FASE 2
Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas (elaboradas a partir dos dados colhidos na aplicação do questionário citado acima) com 5 adolescentes de classe média, residentes na zona sul do município do Rio de Janeiro.
As entrevistas foram transcritas na íntegra e submetidas à análise de discursos.

Resultados da Fase 2 (Entrevista)
*É enfatizada a igualdade dos papéis entre homens e mulheres.
* O papel da mãe é visto como mais importante do que o papel do pai na criação dos filhos.
* O papel do pai é considerado como uma “ajuda modesta”.
*À mãe cabe, além do cuidado físico e emocional da criança, seu sustento financeiro.
*Grande valorização da amamentação e da presença física da mãe junto à criança.
*A creche é vista como uma última opção porque os cuidados de familiares são compreendidos como superiores aos da creche.

Resultados Finais

*A maternidade está associada ao aumento da responsabilidade.
* A maternidade exige uma postergação dos próprios desejos e planos.
* A maternidade não impede a realização de planos pessoais porque familiares compartilham os cuidados com a criança.
* Há uma cobrança da família para que a mãe adolescente amadureça subitamente
*Há uma disputa entre a adolescente e sua mãe pelos cuidados da criança.

Por Lysianne Moura da Frota